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Partes do corpo amassando copos

Uma maneira legal de revisar as partes do corpo numa aulinha de ciências ou de algum outro idioma é amassando copos descartáveis com as diferentes partes. Minha intenção era fazer uma competição entre duas equipes, mas não consegui organizá-los tamanha era a vontade deles de amassar os copos. Eles simplesmente a-do-ram destruí-los e fazer aquele barulho peculiar.

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Amassaram com a testa, queijo, nariz, orelha, palma da mão, punho cerrado, dedo indicador, cotovelo, barriga, costas, bumbum, joelho, calcanhar, ponta dos dedos e canela, pelo que me lembro agora.

Quando a brincadeira acabou, havia muitos copos destruídos no chão. Brincamos de pisá-los como se formassem um caminho de pedras e, mais tarde, ainda decidimos jogá-los para o alto e tentar atingi-los com socos e chutes de karatê.

Depois estavam todos como eu esperava: cansados.

Passagem do tempo – observando sombras

Na minha opinião, é fundamental tornar o abstrato em algo concreto sempre que possível para facilitar a compreensão das crianças. Pelo que tenho observado, os livros didáticos atuais têm seguindo essa linha propondo formas de concretização e experimentação de conceitos através dos sentidos, como a observação e a manipulação. Obviamente, isso não quer dizer que as atividades cheguem a ser realizadas. Mas nós aqui em casa adoramos experimentos!

Sem sombra às 12:15

Sem sombra às 12:15

Durante nosso estudo sobre o tempo, por exemplo, nos deparamos com 3 sugestões de experimentos nos livros de Ciências e História. As atividades sugeriam a observação e o registro da passagem do tempo como preparação para a apresentação dos conceitos de ‘dia’, ‘semana’ e o ‘calendário’. Uma delas era a análise das posições e tamanhos da sombra de uma estaca na vertical, como um obelisco.

Sombra às 14:30

Sombra às 14:30

Lemos um pequeno texto contido no livro sobre formas antigas de medir o tempo e então partimos para a prática.

Usamos uma parte da Torre de Hanoi* para servir de obelisco e o colocamos exposto ao sol. Por 3 vezes – ao meio-dia, no meio da tarde e no final da tarde – visitamos o objeto e anotamos o horário e registramos em foto a sombra resultante. Após a coleta, analisamos as imagens e conversamos sobre esse método de analisar a passagem do tempo: Melhor para dia ou semana? Sempre possível usá-lo? Para uso pessoal, como nossos relógios?

Longa sombra no final da tarde

Longa sombra no final da tarde


Torre de Hanói é um brinquedo de lógica. Para ler a respeito e ver imagem, clique aqui.

Esse post não é marketing, tampouco é um serviço remunerado. Aqui expresso minhas opiniões pessoais a respeito de recursos que eu e meus filhos usamos durante o tempo de estudo deles em casa com o intuito único de compartilhar experiências. 

Horas analógicas e digitais

A leitura das horas realmente não é algo fácil para as crianças. Exige bastante prática. Meu filho está revendo o assunto em Matemática e minha filha o verá em Ciências ao tratar sobre a passagem do tempo.

Meu filhão posicionando os ponteiros

Meu filhão posicionando os ponteiros

Começamos pelo básico: mostrei a hora em relógio digital (E.g.: 6:25) e depois num relógio analógico. Para isso, usamos um relógio de brinquedo, sempre explicando como se usava os ponteiros e como se lia as horas e os minutos, especialmente quando se refere à próxima hora (E.g.: 7:50, dez para as oito).

Meu filho levou alguns bons minutos para entender que quando o ponteiro maior estiver no 8, 9, 10 ou 11, é muito comum fazermos referência à próxima hora e não à hora corrente. Percebi que essa forma torna-se ainda mais difícil em relógios digitais, pois eles não dispõem das pistas visuais dos analógicos, mas contam unicamente com a nossa memória.

Meu filhão desligando o alarme e lendo a hora

Meu filhão desligando o alarme e lendo a hora

Para exercitar essa forma de leitura, bolei a seguinte atividade. Coloquei o despertador do celular para tocar várias vezes ao longo de uma tarde: 14:30, 15:15, 16:50, 17:45 e 18:40 e o escondi (em lugares bem fáceis e audíveis). Toda vez que o alarme tocava, ele deveria achar o aparelho, desligá-lo e me dizer que horas eram usando a forma de referência à próxima hora sempre que possível. Foi um barato!

Vegetais e seus habitats

Começamos recentemente a rever e aprofundar o tema “Vegetais” em Ciências. Seguindo a sugestão do livro didático que usamos, decidi iniciar relembrando os ambientes em que as plantas vivem. Lemos o texto proposto, conversamos a respeito das fotos contidas nas páginas do livro, e finalizamos esse primeiro encontro fazendo uma atividade de colagem.

Cartaz antes da colagem

Cartaz antes da colagem

Numa cartolina, colei ilustrações de diferentes ambientes e os identifiquei. Nas laterais desse cartaz, usei prendedores de roupa para segurar os recortes das plantas que deveriam ser coladas no seu devido habitat. Tinha um girassol, um coqueiro, uma alga, uma vitória-régia, um cacto e um pinheiro.

Detalhe dos prendedores segurando as plantinhas que seriam coladas

Detalhe dos prendedores segurando as plantinhas que seriam coladas

Meu filhão lendo as legendas para as irmãs

Meu filhão lendo as legendas para as irmãs

Antes da colagem, instiguei a participação de todos perguntando que lugares eram aqueles, como era o clima nesses lugares, em quais deles eles já estiveram, etc. Então, mostrei os recortes das plantas. Cada um deles deveria pegar uma planta, identificá-la, dizer que ambiente era mais adequado para ela e finalmente colá-la.

"O coqueiro fica na praia", diz a de 3 anos.

“O coqueiro fica na praia”, diz a de 3 anos.

O resultado pode ser visto na foto abaixo. Eles curtiram tanto que o cartaz está em exposição até hoje. Intacto!

Todos orgulhosos do trabalho de equipe.

Todos orgulhosos do trabalho em equipe.