Arquivos da categoria: Língua Portuguesa

Substantivos comuns e próprios em cartas

Continuando nosso estudo sobre substantivos comuns e próprios, elaborei essa outra atividade com duas finalidades: descontração e revisão do assunto.

Outras cartas: quadro ou obra de arte Monalisa, video game Wii ou DS.

Outras cartas: quadro ou obra de arte Monalisa, video game Wii ou DS.

Eis o que fiz. Escrevi diversos substantivos, tanto comuns quanto próprios, em pedaços de papel e arrumei-os como num bolo de cartas.

Meu filho deveria tirar uma carta, rapidamente identificar o tipo de substantivo que ali continha e completar o nome da figura. Portanto, se meu filho tirasse a carta “Ferrari”, por exemplo, ele precisaria completar com um substantivo comum; nesse caso sairia “um carro Ferrari!” Porém, se, ao contrário, ele tirasse um comum, como “fralda”, ele deveria escolher um próprio; nesse caso, ele falou “fraldas Pampers.” No fim da explicação das regras, eu impus um tempo máximo para ele executar a tarefa e, num piscar de olhos, transformei a atividade num desafio. Preciso dizer que ele gostou? Finalizamos preenchendo a mesma tabela da aula anterior, acrescentando novas palavras.

Substantivos comuns e próprios no celular

Para maximizar a compreensão e retenção do conceito de substantivo e a diferença entre os comuns e os próprios, eu fiz duas atividades com meu filho. Aqui mostro a primeira. 

Exemplo de 4 tabs abertas com figuras: uma Ferrari, o Cristo Redentor, o Rio Amazonas e o Homem-Aranha

Exemplo de 4 tabs abertas com figuras: uma Ferrari, o Cristo Redentor, o Rio Amazonas e o Homem-Aranha

Selecionei imagens no browser do meu celular e deixei cada imagem aberta numa página (tab) de modo que eu pudesse ir de uma imagem à outra com facilidade. Um carro Ferrari, o rato Mickey Mouse e o Rio Amazonas são três dentre dez imagens que escolhi. Então, pedi para que ele identificasse as figuras usando ambos os tipos de substantivos. Por exemplo: ao ver a imagem do nosso planeta, ele disse “planeta” sendo o substantivo comum e “Terra” o substantivo próprio. 

Referente à imagem acima ele escreveu: cidade (comum) / Rio de Janeiro (próprio)

Referente à imagem acima ele escreveu: cidade (comum) / Rio de Janeiro (próprio)

Eu o encorajei a dar mais de uma respostas para algumas imagens. Quando mostrei o Cristo Redentor, ele disse “cidade / Rio de Janeiro.” Mas depois que eu perguntei sobre o monumento em si, ele respondeu “estátua / Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.” 

Uma vez terminada a sequência de imagens, pedi para ele fazer o mesmo preenchendo uma tabela no caderno. Muito simples, não? Mas somente o fato dele poder manusear meu celular foi o suficiente para despertar seu interesse. Amanhã sai a outra atividade.

Quem fala o quê

Na unidade sobre imaginação do livro de composição de textos do meu filho, nos deparamos com um texto escrito por uma menina de 11 anos que se colocava no lugar de sua mãe e descrevia sua rotina e opiniões. Logo me veio à mente a expressão inglesa ‘be in someone’s shoes’. Literalmente, a expressão significa ‘estar nos sapatos de outrem’, ou seja, se colocar na lugar de outra pessoa quando na resolução de um problema ou numa tomada de decisões, por exemplo. Com ela na cabeça, pensei na seguinte brincadeira.

Pares de sapatos a postos!

Pares de sapatos a postos!

Arrumei vários pares de sapatos de todos os membros da família no chão e expliquei a referida expressão. Então, pedi para que as crianças calçassem o par de sapatos de quem costuma repetir certas frases em circunstâncias comuns da nossa vida familiar. Por exemplo, dentro da situação-contexto “Você derrubou o copo de suco na hora do almoço”, perguntei para minha filha quem costuma proferir ‘Atenção! Não viu o copo na sua frente?’ e ela rapidamente calçou os sapatos do pai. Para meu filho perguntei quem normalmente avisa ‘Ish! Mamãe vai ficar chateada.’ e ele prontamente vestiu as chinelas da irmã.

Pequena nos sapatos do pai

Pequena nos sapatos do pai

Pequena se sentindo como a própria mãe!

Pequena se sentindo como a própria mãe!

Seguimos nessa dinâmica por um tempo, com mais 4 situações. Eu dava o contexto e as frases, e eles calçavam os sapatos do provável dono da exclamação. Depois, variamos um pouco a brincadeira: agora, eles começaram escolhendo um par de sapatos qualquer; em seguida, eu dava novas situações, como a preparação para uma saída ou durante o percurso de carro para a igreja; e então, eles (e não mais eu) surgiam com as frases que geralmente saem dos lábios dos donos dos sapatos que vestiam.

Trocando de sapatos...

Trocando de sapatos…

Eis um exemplo. As crianças se calçaram e eu dei a seguinte situação: “Papai chegou, mas está sem a chave de casa.” Aquele que vestia os sapatos do pai logo falou “Ôô de casa!”. Depois, a que vestia meus sapatos falou “Já vai, amor!”. Veio outra, a que vestia o par de sapatos do mais velho, e falou “Não tô achando as chaves.” E, finalmente, a que tinha escolhido o par de sapatos do de 1 ano e meio falou “Pa-pai. Pa-pai.” Nessa hora, todos riram, é claro.

...e de identidades!

…e de identidades!

Daí, meu filho e eu seguimos para o texto do livro e ele, sem a menor dificuldade, compreendeu que aquelas linhas não tinham sido escritas pela mãe, mas pela filha se passando por sua mãe.

Ortografia no chão

O estudo de ortografia deve ser constante e por isso mesmo não deve ser massante. Atualmente, meu menino está revendo a escrita de sons que podem ser representados com mais de uma letra do alfabeto (Eg.: o som do Z, que pode ser escrito com ‘z’, ‘s’ e ‘x’ ) e a menina está reforçando as sílabas (E.g.: ga/go/gu) e discernindo pronúncias próximas (Eg.: c/g, b/p, d/t, etc). Consegui dar uma animada no assunto  com um joguinho de pular na(s) letra(s) correta(s).

Acertando a escrita de "chaminé".

Acertando a escrita de “chaminé”.

No caso do x/ch, escrevi com giz no chão da nossa garagem uma fileira de ‘x’ e paralela a essa, desenhei outra de ‘ch’, de maneira que ficassem em pares x/ch. Então, ditei as regras do jogo: eu diria uma palavra com o som /sh/ e ele deveria pular na letra (ou letras) de sua forma escrita. Se ele acertasse, avançava para o par seguinte. Porém, se errasse, voltava dois pares. Para tornar a atividade mais interessante e desafiadora, impus um limite de palavras; portanto, ele precisava chegar no fim da fileira antes que minha lista chegasse ao fim. Ele adorou!

Acertando sílaba presente em 'gafanhoto'

Acertando sílaba presente em ‘gafanhoto’

Dias depois, adaptei a brincadeira para as necessidades da minha pequena, que estava terminando de revisar ga, go, gu. Escrevi as três sílabas no chão e procedi do mesmo modo como descrito acima. Repetimos o exercício novamente, dessa vez para reforçar as diferenças entre C e G. E como minha pequena de 3 anos está pedindo para brincar também, vou adaptar listando palavras que iniciem com A, E, I, O, ou U para ela pisar na vogal correta.

Esse foi mais difícil.

Esse foi mais difícil.

 

Alfabeto destacando sílabas em palavras

Ano passado apresentamos o alfabeto* em letras de forma para nossa filha. Para esse ano planejamos reapresentar o alfabeto em letra cursiva e acrescentar o cedilha, dígrafos e todo o restante. No tempo de transição, passamos algumas semanas revisando o aprendido antes de iniciarmos a cursiva.

Cartaz de frutas e adesivos com seus nomes: sílabas destacadas

Cartaz de frutas e adesivos com seus nomes: sílabas destacadas

Uma das atividades de revisão, foi o Cartaz de Frutas. Começamos conversando sobre as frutas: nomeamos, descrevemos sabores, expressamos gostos, etc. Então, mostrei uma lista com os nomes das frutas em pequenos recortes de adesivo, onde uma sílaba estava destacada de vermelho. Pedi para a minha pequena escolher uma palavra, ler em voz alta, identificar a fruta e colar o adesivo em cima da fruta correspondente.

Pequena lendo 'abacaxi'...

Pequena lendo ‘abacaxi’…

Minha intenção ao destacar uma sílaba era dar uma pista, observar sua agilidade de raciocínio, e, ao término, relembrá-la do tanto que ela já sabia. Se em ‘abacaxi’ ressaltei o ‘xi’, depois repassávamos o ‘xa, xe, xo, xu’ pensando em outras palavras.

...para colar em cima da figura certa. Ponto para ela!

…para colar em cima da figura certa. Ponto para ela!

*Para terminar, gostaria de esclarecer algo: quando digo ‘o alfabeto’, quero, na verdade, dizer ‘as sílabas’, pois não ensinamos “b+a”, mas simplesmente “ba”.