Arquivos da categoria: Matemática

Adição até 20 usando cartaz

Das atividades que minha filha de 5 anos realizou para o reforço e a automatização de adições até 20, há duas que quero compartilhar aqui. Eis a primeira.

Depois de muitos exercícios escritos feitos ao longo de alguns dias, mudamos um pouco com a seguinte tarefa: escrevi somas numa folha A4 e dispus recortes com os resultados, como mostra a foto abaixo.

Operações num cartaz e os totais esperando para serem devidamente posicionados

Somas num cartaz e os totais esperando para serem devidamente posicionados

Minha pequena teve, então, que escolher uma operação, resolvê-la, achar o recorte com o resultado correto e colocá-lo sobre a soma, uma a uma, até que todas as adições fossem resolvidas e a folha de operações se transformasse num quadro de números 11-20!

15 em cima de 10 + 5!

15 em cima de 10 + 5!

A pequena fez questão de não deixar nenhuma soma sem seu total!

A pequena fez questão de não deixar nenhuma soma sem seu total!

No meu caso, porém, acabei escrevendo duas somas de resultado 14 e esquecendo alguma que desse 20. Mas minha filhota não se importou, foi lá e completou o cartaz mesmo assim!

Horas analógicas e digitais

A leitura das horas realmente não é algo fácil para as crianças. Exige bastante prática. Meu filho está revendo o assunto em Matemática e minha filha o verá em Ciências ao tratar sobre a passagem do tempo.

Meu filhão posicionando os ponteiros

Meu filhão posicionando os ponteiros

Começamos pelo básico: mostrei a hora em relógio digital (E.g.: 6:25) e depois num relógio analógico. Para isso, usamos um relógio de brinquedo, sempre explicando como se usava os ponteiros e como se lia as horas e os minutos, especialmente quando se refere à próxima hora (E.g.: 7:50, dez para as oito).

Meu filho levou alguns bons minutos para entender que quando o ponteiro maior estiver no 8, 9, 10 ou 11, é muito comum fazermos referência à próxima hora e não à hora corrente. Percebi que essa forma torna-se ainda mais difícil em relógios digitais, pois eles não dispõem das pistas visuais dos analógicos, mas contam unicamente com a nossa memória.

Meu filhão desligando o alarme e lendo a hora

Meu filhão desligando o alarme e lendo a hora

Para exercitar essa forma de leitura, bolei a seguinte atividade. Coloquei o despertador do celular para tocar várias vezes ao longo de uma tarde: 14:30, 15:15, 16:50, 17:45 e 18:40 e o escondi (em lugares bem fáceis e audíveis). Toda vez que o alarme tocava, ele deveria achar o aparelho, desligá-lo e me dizer que horas eram usando a forma de referência à próxima hora sempre que possível. Foi um barato!

Todo tipo de linha

Algo bem simples e legal de fazer para apresentar ou rever o tópico Linhas em Geometria ou Artes é usar limpadores de cachimbos (pedaços de arame revestido) e pedir para as crianças mostrarem o que é uma linha reta ou curva, aberta ou fechada.

Minhas filhas me mostrando o que é uma linha reta...

Minhas filhas me mostrando o que é linha reta,…

...linha curva,

…linha curva,…

Minhas filhas me mostrando o que é uma linha fechada...

…linha fechada…

 

...e linha aberta.

…e linha aberta.

Depois das demonstrações, deixei elas brincarem, é claro. E elas criaram um churrasquinho no espeto para mim – limpadores enrolados num lápis!

No dia seguinte, revimos o assunto movimentando mais o corpo. Na garagem de casa, desenhei vários tipos de linhas – retas, curvas e abertas, curvas e fechadas, etc. Então pedi para que eles andassem sobre qualquer linha que atendesse à descrição dada.

Andando sobre uma linha curva aberta...

Andando sobre uma linha curva aberta…

...e sobre uma linha curva fechada.

…e sobre uma linha curva fechada.

Dias depois, para encerrar o assunto, fizemos colagem. Em uma folha de papel, desenhei quadrados, cada um com a indicação de um tipo de linha. As crianças deveriam, então, colar um pedaço de barbante de acordo com o que era pedido.

Pedaços de barbante: cada um no seu quadrado!

Pedaços de barbante: cada um no seu quadrado!

Distribui as atividades ao longo de alguns dias por 2 motivos. Primeiro, para que houvesse melhor retenção na memória, pois sei (na teoria e na prática!) que o descanso cerebral é necessário. E segundo, porque se há alguma dificuldade de compreensão ou de produção, um espaçamento entre as atividades permite que haja tempo hábil para a internalização da explicação ou correção. No geral, organizo as atividades da seguinte maneira: A primeira atividade serve de exposição e prática inicial do assunto; a segunda (realizada num outro dia) oferece reforço ou correção; e na terceira avalio a compreensão e/ou o desempenho dos pequenos. Se vejo que é necessário rever o assunto, reinicio o processo. Tem funcionado.

Crescente e decrescente

Para a apresentação de crescente e decrescente, usei nosso ábaco de adição e subtração. Minhas pequenas de 3 e 5 anos contavam e punham a quantidade de argolas conforme os números indicados. Variamos um pouco alternando números. Depois de todas as argolas distribuídas, elas diziam se estavam organizadas em uma ordem crescente ou decrescente.

Minhas meninas mostrando o que é decrescente

Minhas meninas mostrando o que é decrescente

Depois, seguimos para uma atividade de observação: as pequenas deveriam andar pela casa, identificar objetos enfileirados e dizer se eles estavam organizados de maneira crescente, decrescente ou irregular. As fotos mostram algumas das coisas que elas apontaram.

G'erberas crescendo na cama

Gérberas ‘crescendo’ na cama!

Jeans no varal: crescem ou decrescem?

Jeans no varal: crescem ou decrescem?

Finalizamos com exercícios do livro. Interessante é que até hoje elas me apontam sempre que avistam coisas ordenadas e prontamente dizem se estão crescendo ou decrescendo!

Conteúdos elementares

É sabido que exposição frequente e prática constante são fundamentais para a retenção de conteúdos. Por conta disso, vez ou outra, faço brincadeiras para meus pequenos aprendizes que reforcem assuntos de base, como letras e números.

Uma dessas brincadeiras é acertar pratos descartáveis. Tirada do site Toddler Approved, a atividade serve para reforçar números, letras, cores, símbolos, etc. Você escolhe! Já fiz até para montar palavras e para indicar a sílaba tônica.

Minha filha de 5 anos, por exemplo, confundia 12 com 20 e não conseguia lembrar os nomes de 14 e 15. Durante o joguinho, fiz com que ela acertasse esses números diversas vezes sem que ela percebesse.

O número é... 21!!!

O número é… 21!!!

É bem simples: basta escrever, digamos, os números em pratinhos descartáveis com pincel permanente e pregá-los em uma parede. Ao número chamado, a criança deve achá-lo e tentar acertar o alvo com uma bola. Eu prefiro as feitas com meias, pois são macias, não se deformam e produzem praticamente nenhum barulho. Além de garantir que os números problemáticos estivessem presentes, eu ainda escrevi 11-20 em vermelho e 21-29 em azul para que ela atentasse para as diferenças das dezenas. Quando meu filho mais velho chegou com o tio, a brincadeira virou competição. Todos adoraram!