Arquivos da categoria: 3-4 anos

Arte no Museu

Num belo dia de junho resolvi levar meus pequenos ao museu sem sair de casa. Procurei na internet por imagens com boa resolução de quadros que já conhecia e imprimi 10 em cartolina branca tamanho A4. Sem nome de autor ou de obra e também sem moldura.

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Tirei toda a tralha do hallzinho de entrada do nosso apê (cabides, sapatos, carrinho de bebê), limpei-o, coloquei as imagens nas quatro paredes e bancos no centro para que eles pudessem sentar, como num museu. Tudo isso longe dos olhares deles, que estavam num quarto esperando o museu abrir.

Ao entrarem no recinto, recebiam uma folha de papel com as imagens dos quadros expostos. Ali eles deviam circular as obras que mais gostaram e riscar com “X” as que não gostaram. Meu filho mais velho, que tende muito mais para exatas, gastou somente uns rápidos minutinhos nessa primeira parte. Mas as meninas se deleitaram muito mais. Sentaram, conversaram, trocaram ideias, riram; enfim, levaram mais tempo no na salinha.

Quanto todos haviam terminado, conversamos sobre as impressões de cada um e a participação deles me surpreendeu. Observaram cores, linhas e formas e deram possíveis significados e explicações para o que era retratado. Foi muito bacana.

Para mim, a atividade tinha terminado aí, mas as meninas queriam mais. Pediram casacos para voltarem ao museu vestidas apropriadamente. Quando os dois menores acordaram, as meninas levaram a tarefa deles à frente–eles deviam ver as imagens pequenas e achar o quadro correspondente na parede.

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Como se não bastasse, elas ainda queriam mais. Reconheceram algumas obras, com a de Van Gogh e de Da Vinci e começaram a me perguntar sobre as outras. Foi aí, então, que me propus a ser guia em um tour de patinete. Nesse pequeno espaço, fiz os pequenos darem voltas e voltas nos bancos em dois patinetes indo e vindo de um quadro para outro para escutarem minhas informações sobre os artistas, as histórias por detrás de algumas obras, e coisas assim. A minha filha do meio correu e imediatamente começou a escrever os nomes nos papeis, por exemplo “van koki”.

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No dia seguinte, demos molduras de lentilhas e macarrão para duas das obras que eles mais gostaram.

Jogar dominó

Nem sempre dá para bolar atividades diferentes ou confeccionar algum material novo. Nessas horas busco o que já tenho (às vezes esquecido) para entreter meus pequenos.  Um bom exemplo é jogo de dominó.

Brincamos de formas diferentes. Umas vezes só unidos as pontas de mesmo número, outras vezes somando as extremidades de forma que faz-se pontos quando se obtém múltiplos de 5, ou simplesmente num jogo de velocidade ou como tijolos ou para derrubá-los em sequência. Na minha experiência, todas essas variações divertem as crianças. E ainda pode-se ensinar um pouco de matemática (números, adição e multiplicação, principalmente).

Dominó para mim é um coringa.

Verificando se consegue fazer algum ponto

Verificando se consegue fazer algum ponto

Pequeno acha uma peça igual: "não tem nada aqui"

Pequeno acha uma peça igual: “não tem nada aqui”

Rolo compressor

No intervalo e no final dessas últimas atividades que realizamos no tapete de E.V.A., ainda deu tempo para mais uma brincadeira: rolo-compressor, ensinada pelo tio engenheiro.

As crianças deitam no tapete bem retinhos e bem juntinhos uns dos outros e um que está numa das pontas sobe por cima do que está ao lado e vai rolando por cima de todos até chegar ao outro extremo da fila. E todos vão gritando: Lá vem o rolo compressooooor!

Tapete humano

Rola muitas cócegas, risos e gritinhos. Não raro um acaba saindo da rota e rolando pro chão. É muito divertido.

Claro que quanto mais criança, melhor, mas não subestime a brincadeira em par. Eu já brinquei assim e também é muito legal.

Nota: os maiores e mais pesados precisam estar atentos para apoiarem seus pés e mãos no chão e não nos corpos dos outros para não machucar os menores.

Números, soma e subtração em tapete

 

Tapete

Nosso tapete de E.V.A. é de números. Um dia montamos o tapete com os números fora de ordem. A ideia inicial era as crianças buscarem pelo número que eu dissesse e ali eles ficarem até eu chamar o próximo número. Foi muito legal, pois eles adoraram a agonia e a correria.

Mas depois de um tempo, percebi que as de 5 e 7 anos não estavam mais buscando para si, mas ajudando os menores de 2 e 3 anos. Então, resolvi acrescentar uma variável: para cada número que eu dissesse elas deveriam adicionar mais 2 e pisar no número correspondente ao total da soma. Aí sim a brincadeira ficou mais interessante para elas. Depois de praticar um pouco adição, fizemos o mesmo com subtração.

Tapete

Encontros vocálicos deslizantes

Eu e minha filha de 4 anos temos passado bons e divertidos momentos recapitulando as vogaisNossa última atividade foi inspirada num post do site Toddler Approved. Um blog legal, de uma mãe que adora elaborar passatempos para seus filhos de 1-6 anos. As atividades sugeridas, no entanto, são, na sua grande maioria, focadas nas letras do alfabeto e em outros assuntos muito elementares.

Primeiro deslizando vogais

Primeiro deslizando A, E, I, O, U, não necessariamente nessa ordem.

Arrastão

A atividade original consistia em deslizar com os pés as letras que formavam o nome da criança para dentro de uma área delimitada no chão com fita adesiva colorida. Como nosso interesse era relembrar as vogais e praticar encontros vocálicos, fizemos algumas alterações. Num primeiro momento, pedi para minha pequena arrastar para dentro do quadrado as vogais que eu chamava. Havia pelos menos 3 cópias da cada vogal ao redor do quadrado, então não foi uma tarefa difícil.

Depois, deslizando palavrinhas

Depois, deslizando OI, EU, AI, etc com os 2 pezinhos.

Como ela já sabe bem as vogais, eu não queria correr o risco dela achar a tarefa tediosa. Busquei, então, dar uma animada variando nas instruções de como arrastar as letras – ora devagar, ora rapidamente; com longos deslizes, outros curtos; arrastar a que está mais distante do quadrado, depois a mais próxima, etc. Após alguns minutos reforçando as vogais dessa forma, partimos para as palavrinhas que surgem dos seus encontros: OI, EI, AI, EU, etc. Nesse caso, minha filha precisava arrastar as letras com seus dois pés. Isso trouxe certa dificuldade, pois às vezes a letrinha de um pé empacava enquanto a outra deslizava facilmente. Algo inesperado, mas descontraído!