Arquivos da categoria: 3-4 anos

Vogais nos nomes das bonecas

A minha princesa que acabou de completar 4 aninhos está revisando as vogais antes de começar a aprender o alfabeto.

Tinha Alice, Adriana, Amélia, Andréa e Aline. Batman virou Afonso e Homem-Aranha virou Alex.

Tinha Alice, Adriana, Amélia, Andréa e Aline. Batman virou Afonso e Homem-Aranha virou Alex.

Qual o seu nome, bebê?

Uma forma interessante de apresentar e reforçar uma letra, no caso a letra A, foi dar nomes às bonecas que iniciassem com A e confeccionar crachás para que todos os irmãozinhos e coleguinhas pudessem aprender seus nomes e identificá-las.

Eu escrevi cada nome num pedacinho de papel destacando a letra inicial de vermelho e li cada nome para a pequena. Minha filha se encarregou de furar os crachás, passar o barbante, escolher as(os) bonecas(os) e decidir os nomes que cada um receberia. No final, ainda exercitamos a memória repassando os nomes em ordem. Ela amou todo o processo.

 

 

Brincadeiras para o Dia das Crianças

Dia das crianças

O dia das crianças se aproxima e resolvi antecipar as comemorações publicando esse post especial. Aqui vão com 5 passatempos super-legais, simples e  baratos. Talvez você já os conheça, mas não os subestimem, pois são garantias de boa diversão. Para cada atividade, dou sugestões de faixas etárias e procedimentos baseadas na minha experiência familiar. Espero que gostem!

Múmias de papel higiênico

  • Faixa etária: maiores de 4 anos
  • Material: 1 rolo de papel higiênico por criança
Múmia Hulk se revelando...

Múmia Hulk se revelando…

A brincadeira consiste em envolver a criança com voltas e voltas de papel higiênico de forma que no final ela se assemelhe a uma múmia. Aqui em casa ela agrada principalmente os mais velhos, ou seja, os de 7, 5 e 4 anos. Muitos são os atrativos para eles. Primeiro, as crianças são pegas de surpresa por poderem fazer “uso indevido” do papel higiênico. Segundo, eles ficam tão empolgados que não sabem se querem envolver ou serem envolvidos pelo papel. Mas a verdade é que no final sempre acabam fazendo os dois! Terceiro, quando se conta uma história de fundo, contextualizando a brincadeira, os pequenos entram no clima e soltam a imaginação. Nas fotos, por exemplo, as minhas encarnaram “múmias hulk”!

Múmia com raiva (???)

Múmia com raiva (???)

Bagunça com água e espuma

  • Faixa etária: acima de 1 ano (com supervisão)
  • Local: área externa
  • Material: lona plástica ou piscininha, mangueira aberta e xampu infantil
Nosso parque aquático doméstico

Nosso parque aquático doméstico

Se tem algo que criança gosta é de brincar na água, não importa o clima, o lugar, a hora ou a companhia. Como temos um excelente quintal, às vezes, num belo dia de sol, estico uma lona grande no gramado, jogo um pouco de xampu infantil (para não irritar os olhos), abro a mangueira, e deixo os pequenos à vontade. Na lona, eles rolam, rodam, escorregam, mergulham… E com a espuma eles criam perucas, caretas, comidas, neve, etc.

Sem briga: um com mangueira e outro na espuma

Sem briga: um com mangueira e outro na espuma

Caminhada em papel contact

  • Faixa etária: acima de 1 ano
  • Local: superfície lisa
  • Material: pedaço de papel contact e fita adesiva
Pequenos dançando sobre o plástico grudento

Pequenos dançando sobre o plástico grudento

Lembra da cartolina pregada no chão com fita adesiva para os pequenos desenharem? Pois então! A preparação dessa brincadeira é parecida, só que em vez de uma cartolina, estende-se no chão um pedaço (1 ou 2 metros) de papel contact com a parte grudenta virada para cima e prende-o com fita adesiva numa superfície lisa. A diversão é caminhar sobre ele desgrudando os pés e produzindo estalos a cada passo. Geralmente, o papel fica meio sujo (dependendo do estado dos pezinhos…), mas depois, quando cansam da brincadeira, ainda pode-se dar coisas para eles grudarem, como algodão, restos de lápis apontados, grão de arroz, glitter, etc.

Arte coletiva em papel contact

Arte coletiva em papel contact

Experimento: detergente no leite com corante

  • Faixa etária: acima de 3 anos
  • Material: leite integral, detergente de pia, corantes alimentícios de cores diferentes e cotonetes.
Cada um coloriu seu leite com suas cores favoritas

Cada um coloriu seu leite com suas cores favoritas

Esse experimento já deixou de ser novidade (há milhões dele na web!), mas continua fazendo sucesso entre os meus pequenos. Eis o que fazemos: colocamos o leite num prato; pingamos gotas de corantes no leite em pontos diferentes; melamos uma ponta do cotonete com o detergente; e então, cuidadosamente, encostamos essa mesma ponta do cotonete no centro do prato de leite. A reação química é impactante: as cores rapidamente se espalham em direção à borda do prato, abrindo um espaço no centro que lembra uma explosão. É show de bola.

Efeito lembrava uma cena de explosão nuclear de filmes... só que super-colorida!

Efeito lembrava uma cena de explosão nuclear de filmes… só que super-colorida!

Pista de elásticos

  • Faixa etária: maiores de 2 anos
  • Área: corredor longo (com colunas é melhor)
  • Material: metros de elástico (e objetos pesados)
Os maiores apostaram corrida de obstáculos

Os maiores apostaram corrida de obstáculos

A primeira vez que fiz essa atividade foi duas semanas atrás. Estiquei o elástico fazendo zigue-zague num corredor. Usei colunas e objetos pesados (estante e botija de gás) para prender o elástico em alturas diversas. Todos os pequenos participaram, mas com brincadeiras diferentes. Os mais velhos apostaram corrida pisando nos elásticos e depois passando por cima deles. Já os menores gostaram de passar por debaixo dos fios, rolando como um rolo compressor ou desviando de raios-lasers que protegiam algo valiosíssimo. Para garantir a segurança dos menores, aconselho posicionar o elástico bem abaixo da linha do pescoço das crianças.

Os menores preferiram desviar de lasers

Os menores preferiram desviar de lasers


 

Gostou das brincadeiras? Consegue imaginar sua(s) criança(s) fazendo alguma delas numa tarde de pura diversão com os primos ou amiguinhos? Eu ficaria muito feliz de saber como foi sua experiência.

Exame de direção

Nossas aulinhas sobre as regras de trânsito encerraram com um exame de direção. Era o nosso último teste no processo de aquisição da CNH Mirim de Brincadeirinha.

Todos esperavam esse dia ansiosamente, pois eles já haviam realizados as outras fases do processo dias antes: o teste psico-motor (andar sobre linhas) e o teste de legislação (achar erros numa figura).

Início do percurso: atenção à sinalização

Início do percurso: atenção à sinalização

O grande dia

Cada um pegou um veículo autorizado (skate, velocípede ou patinete) e se dirigiram para o ponto de largada do percurso: o banheiro da mamãe! Então, um a um, eles iniciaram seus percursos e respondiam às minhas perguntas sobre as sinalizações (que eu já havia espalhado pelas paredes de casa!)  “O que significa esse triângulo?”, eu indagava. E eles diziam “deixar o outro passar.” “E agora? O que você tem que fazer quando vê essa placa?” eu questionava. E eles respondiam, “não pode passar na frente. Tem que esperar.” Claro que o mais velho já compreendia melhor e ia respondendo tudo… Precisei interrompê-lo algumas vezes para que as meninas também mostrassem que sabiam.

Proibida a ultrapassagem

Proibida a ultrapassagem

Em todo canto da casa tinha placas. Na sala, entre os sofás, inventei uma faixa para pedestres, e o batente da porta se transformou numa lombada. Quando viam, “proibido dobras à esquerda,” eles iam para a direita. Se enxergavam placas de velocidade máxima, eles se apressavam ou retardavam, dependendo de quão rápido eles iam. Enfim, foi bem divertido!

Enfim, condutores licenciados

Ao final do percurso, que encerrava com placas de estacionamento permitido num canto da sala, eles tiraram suas fotos 3×4. E assim como acontece na vida real, a carteira mesmo só veio dias depois. Imprimi desenhos de CNH e suas fotos, pedi para eles assinarem e finalmente melarem seus polegares numa esponja embebida em tinta para marcarem suas digitais. Uma vez que tudo estava finalizado, eles obtiveram as carteiras. Orgulhosas das suas conquistas, as meninas de 3 e 5 anos mostram suas cartas de condução a todas as visitas que aqui chegam.

CNH Mirim: categoria H - Licença para dirigir velocípedes, patins, patinetes, bicicletas e afins.

CNH Mirim: categoria H – Licença para dirigir velocípedes, patins, patinetes, bicicletas e afins.

Números 1-9 numa folha de ação

Furando o papel 5x

Furando o papel 5x

Minha pequenininha de 3 anos está completando os estudos de 1-9 e decidi fazer uma revisão geral na última aulinha do número 9. Tive a ideia (não que seja inédita) de pedir a ela que seguisse as instruções escritas numa folha. As instruções consistiam em realizar determinadas ações conforme a quantidade pedida.

Cortando o papel 7x

Cortando o papel 7x

Colando 6 post-it's

Colando 6 post-it’s

Busquei escolher ações que normalmente não fazemos com as folhas de exercícios. Era mais ou menos assim:

  • Riscar a folha de papel 8 vezes;
  • Beijar a folha 4 vezes;
  • Furar o papel 5 vezes;
  • Cortar a folha 7 vezes; etc.
Beijando o papel

Beijando o papel 4x

O 9 era justamente o que ela deveria escrever 9 vezes. A última era arremessar a folha de papel (já amassada) no ar algumas vezes. Foi divertido! É realmente muito proveitoso unir conteúdos com atividades motoras.

Amassando o papel 1x

Amassando o papel 1x

Quem fala o quê

Na unidade sobre imaginação do livro de composição de textos do meu filho, nos deparamos com um texto escrito por uma menina de 11 anos que se colocava no lugar de sua mãe e descrevia sua rotina e opiniões. Logo me veio à mente a expressão inglesa ‘be in someone’s shoes’. Literalmente, a expressão significa ‘estar nos sapatos de outrem’, ou seja, se colocar na lugar de outra pessoa quando na resolução de um problema ou numa tomada de decisões, por exemplo. Com ela na cabeça, pensei na seguinte brincadeira.

Pares de sapatos a postos!

Pares de sapatos a postos!

Arrumei vários pares de sapatos de todos os membros da família no chão e expliquei a referida expressão. Então, pedi para que as crianças calçassem o par de sapatos de quem costuma repetir certas frases em circunstâncias comuns da nossa vida familiar. Por exemplo, dentro da situação-contexto “Você derrubou o copo de suco na hora do almoço”, perguntei para minha filha quem costuma proferir ‘Atenção! Não viu o copo na sua frente?’ e ela rapidamente calçou os sapatos do pai. Para meu filho perguntei quem normalmente avisa ‘Ish! Mamãe vai ficar chateada.’ e ele prontamente vestiu as chinelas da irmã.

Pequena nos sapatos do pai

Pequena nos sapatos do pai

Pequena se sentindo como a própria mãe!

Pequena se sentindo como a própria mãe!

Seguimos nessa dinâmica por um tempo, com mais 4 situações. Eu dava o contexto e as frases, e eles calçavam os sapatos do provável dono da exclamação. Depois, variamos um pouco a brincadeira: agora, eles começaram escolhendo um par de sapatos qualquer; em seguida, eu dava novas situações, como a preparação para uma saída ou durante o percurso de carro para a igreja; e então, eles (e não mais eu) surgiam com as frases que geralmente saem dos lábios dos donos dos sapatos que vestiam.

Trocando de sapatos...

Trocando de sapatos…

Eis um exemplo. As crianças se calçaram e eu dei a seguinte situação: “Papai chegou, mas está sem a chave de casa.” Aquele que vestia os sapatos do pai logo falou “Ôô de casa!”. Depois, a que vestia meus sapatos falou “Já vai, amor!”. Veio outra, a que vestia o par de sapatos do mais velho, e falou “Não tô achando as chaves.” E, finalmente, a que tinha escolhido o par de sapatos do de 1 ano e meio falou “Pa-pai. Pa-pai.” Nessa hora, todos riram, é claro.

...e de identidades!

…e de identidades!

Daí, meu filho e eu seguimos para o texto do livro e ele, sem a menor dificuldade, compreendeu que aquelas linhas não tinham sido escritas pela mãe, mas pela filha se passando por sua mãe.