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Encontros vocálicos deslizantes

Eu e minha filha de 4 anos temos passado bons e divertidos momentos recapitulando as vogaisNossa última atividade foi inspirada num post do site Toddler Approved. Um blog legal, de uma mãe que adora elaborar passatempos para seus filhos de 1-6 anos. As atividades sugeridas, no entanto, são, na sua grande maioria, focadas nas letras do alfabeto e em outros assuntos muito elementares.

Primeiro deslizando vogais

Primeiro deslizando A, E, I, O, U, não necessariamente nessa ordem.

Arrastão

A atividade original consistia em deslizar com os pés as letras que formavam o nome da criança para dentro de uma área delimitada no chão com fita adesiva colorida. Como nosso interesse era relembrar as vogais e praticar encontros vocálicos, fizemos algumas alterações. Num primeiro momento, pedi para minha pequena arrastar para dentro do quadrado as vogais que eu chamava. Havia pelos menos 3 cópias da cada vogal ao redor do quadrado, então não foi uma tarefa difícil.

Depois, deslizando palavrinhas

Depois, deslizando OI, EU, AI, etc com os 2 pezinhos.

Como ela já sabe bem as vogais, eu não queria correr o risco dela achar a tarefa tediosa. Busquei, então, dar uma animada variando nas instruções de como arrastar as letras – ora devagar, ora rapidamente; com longos deslizes, outros curtos; arrastar a que está mais distante do quadrado, depois a mais próxima, etc. Após alguns minutos reforçando as vogais dessa forma, partimos para as palavrinhas que surgem dos seus encontros: OI, EI, AI, EU, etc. Nesse caso, minha filha precisava arrastar as letras com seus dois pés. Isso trouxe certa dificuldade, pois às vezes a letrinha de um pé empacava enquanto a outra deslizava facilmente. Algo inesperado, mas descontraído!

Arco-íris de papel crepom

Mais uma dica para a turma da fraldinha: brincar de arco-íris de papel crepom. Deparei-me com esse passatempo bacana para distrair e divertir os menores anos atrás no site Having Fun at Home.

A brincadeira original descrita no site é cortar e pendurar várias tiras compridas e coloridas de papel crepom, de forma que lembre as cores do arco-íris, num lugar de passagem, como uma porta, por exemplo, e fazer as crianças pularem através delas. É um barato! A primeira vez que preparei a brincadeira para meus pequenos foi surpresa. Lembro dos seus olhinhos arregalados e curiosos quando viram aquela cortina colorida no meio do corredor.

A mesa colorida serviu de esconderijo, casinha e piñata

A mesa colorida serviu de esconderijo, casinha e piñata

De lá pra cá, já fizemos várias vezes. Tento variar um pouco para poder ainda causar algum impacto. A última vez, preguei as tiras na mesa e deixei eles brincarem debaixo dela. Os menores adoraram –  brincaram de um monte de coisas, de casinha à piñata-viva (não consegui entender direito essa parte. Acho que minha capacidade imaginativa já não acompanha mais as deles…). As tiras acabaram atraindo a atenção dos mais velhos também. Eles começaram arrancando as tiras da mesa e colocando-as na cesta de basquete para fazerem shuá; depois, brincaram de serpentina: enrolavam uma tira para abri-la no ar; a seguir, foi a vez da brincadeira do confete: eles picotavam as tiras em pedacinhos, juntavam um monte num balde, então, um deles subia no sofá e virava o balde cheio de papel sobre as cabeças dos outros… Enfim, rendeu muito mais do que eu esperava.

Eis como toda festa termina

Toda festa termina do mesmo jeito…

No final, tava uma bagunça! Mas até que foi bem simples de limpar e arrumar, pois era só papel espalhado. Aliás, foram eles que arrumaram…

Língua Portuguesa com Sábia Sabiá

Hoje, 15 de outubro, é dia de Santa Teresa de Jesus, doutora da Igreja, cujas palavras e exemplo me servem de modelo; e dia dos professores! Confesso que sinto ainda exercer tão digna profissão. Aproveitando a data comemorativa, decidi publicar minha opinião a respeito de uma pequena coleção de livretos.

Um dos recursos que utilizamos aqui em casa para ensinar Português é a coleção de Eugênio Britto A Sábia Sabiá. Até onde sei, há três volumes – Ortografia, Acentuação e Plural -, mas possuímos somente os dois primeiros.

Os dois volumes que temos aqui em casa.

Os dois volumes que temos aqui em casa.*

Os livros chamaram minha atenção por causa do texto – está todo em rima, tanto as explicações quanto as exemplificações. Eis um trecho do livro Aprenda a acentuar com a sábia Sabiá (p.19):

Todas as paroxítonas formadas por ditongo aberto

não recebem o acento: esse é o modelo certo.

Preste, então, muita atenção para ser o líder da alcateia:

palavras como androide, asteroide, joia e geleia

não podem ser acentuadas. Guarde bem essa ideia!

Não é bacana? Como são livros de referência, e não de prática, afinal não oferecem exercícios, eles não devem ser a única fonte de informação sobre os assuntos para os aprendizes. Entretanto, acho que eles podem enriquecer a abordagem dos pontos a serem estudados, pois os expõe de maneira diferente dos livros didáticos, além de envolver o estudante através da musicalidade de sua poesia. Recomendo.


* Esse post não é marketing, tampouco é um serviço remunerado. Aqui expresso minhas opiniões pessoais a respeito de recursos que eu e meus filhos usamos durante o tempo de estudo deles em casa com o intuito único de compartilhar experiências. 

Água presa em garrafa pet

Eu ainda não havia publicado nada do gênero antes, mas a verdade é que gostamos de fazer experimentos científicos com as crianças. Como não somos experts em física nem em química, nós simplesmente reproduzimos ideias de alguns sites do gênero. O deste post, por exemplo, assistimos no site americano Sick Science. Esse site apresenta vídeos de ótima qualidade e mostra o passo-a-passo com bastante clareza. Não há falas, só imagens e texto. Fica um pouco complicado entender a lista de materiais se não souber inglês, se bem que hoje em dia existe o google translator, né?

Material: garrafa pet, água e alfinete

Material: garrafa pet, água e alfinete

Mãos à obra

Tudo o que você precisa é de uma garrafa de plástico, tipo pet; água; e um alfinete.

Então, pega-se uma garrafa pet, enche-a de água da torneira e enrosca bem a tampa. Depois, em uma dada altura, faz-se vários furinhos por toda a circunferência da garrafa com a ponta do alfinete. E, tchan, tchan, tchan, tchan… A água não escorre! Isso só acontecerá quando a tampa for desenroscada.

Uma vez  garrafa é aaberta, a água escorre

Uma vez aberta a garrafa, a água escorre

Reação das crianças

Aqui em casa foi o maior sucesso! Uma vez que a tampa começou a ser desenroscada e a água a sair pelos furos, todos ficaram surpreendidos. É como se eles tivessem esquecido da existência dos furos. Se a garrafa é novamente vedada, a água deixa de escorrer. E isso também causou comoção, principalmente entre os mais velhos. As crianças adoraram e logo começaram a perguntar o que acontecia, como e porquê. Não chegamos a dar longas e minuciosas explicações, mas falamos um pouco sobre pressão, gravidade e tensão.

Meu filho queria muito transformar o experimento numa pegadinha e nos pediu para escrever “Não abra” na garrafa e testar o nível de curiosidade das pessoas (e, claro, se divertir com a provável reação de surpresa delas!). Quem sabe um dia…

Adaptando atividades dos livros

Costumo fazer adaptações nos textos e exercícios dos livros didáticos dos meus filhos. Minha principal intenção é transformar em algo mais interessante, que aguce a curiosidade dos meus pequenos e que os leve a pensar mais. Vários são os tipos de atividades que crio. Aqui compartilho alguns.

Acrescentei associação de grafias e cópia nesse exercício de prática

Alfabetização: acréscimo da caligrafia cursiva

Esse ano, minha pequena de 5 anos está revendo todo o alfabeto e sendo apresentada a caligrafia cursiva. No exercício acima, por exemplo, acrescentei as sílabas na cursiva para ela cobrir e associar à grafia ….

Para apresentação do acento agudo: após completar as orações com vocabulário da figura, perceber semelhanças entre as palavras.

Título e explicação substituídos pelas instruções e exercício, respectivamente.

Para a re-apresentação do acento agudo ao meu filho, bolei uma atividade (em cima da explicação do livro) que o levasse a perceber o símbolo e a lembrar seu uso. Primeiro, escrevi numa folha de papel orações incompletas baseadas na figura do livro. Colei essa folha na página do livro de forma que escondesse as informações contidas ali (como mostra as fotos acima e abaixo).  Para finalizar, substituí o título por instruções. Meu pequeno deveria preencher essas lacunas com um vocabulário simples, previsível e já conhecido por ele, e finalmente, notar que todas levavam o mesmo acento. Somente depois de tal análise, ele leu a explicação e os exemplos do livro.

A explicação vem depois do exercício de descoberta

A explicação vem depois do exercício de descoberta.

Em História, quis suscitar o tema “Mudanças com o tempo” instigando o raciocínio dele. Tampei a palavra tempo do título (como mostra a foto abaixo) e pedi para que ele observasse as três sequências de imagens e notasse o que todas mostravam. E, aí ele completaria a frase com a palavra-chave!

Bastou uma interrogação no título para suscitar curiosidade e reflexão

Bastou uma interrogação no título para suscitar curiosidade e reflexão sobre a História.

Já em Ciências, estudamos as partes das árvores observando uma no nosso quintal. Após muito falarmos sobre a árvore, no dia seguinte fizemos um exercício no livro: o texto ilustrado do livro que servia de apresentação foi transformado em exercício de revisão! Com líquido corretivo, apaguei os nomes das partes para que ele completasse as descrições.

Em vez de apresentação, exercício de revisão com uso de corretivo

Em vez de apresentação, exercício de revisão com uso de corretivo