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Arte no Museu

Num belo dia de junho resolvi levar meus pequenos ao museu sem sair de casa. Procurei na internet por imagens com boa resolução de quadros que já conhecia e imprimi 10 em cartolina branca tamanho A4. Sem nome de autor ou de obra e também sem moldura.

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Tirei toda a tralha do hallzinho de entrada do nosso apê (cabides, sapatos, carrinho de bebê), limpei-o, coloquei as imagens nas quatro paredes e bancos no centro para que eles pudessem sentar, como num museu. Tudo isso longe dos olhares deles, que estavam num quarto esperando o museu abrir.

Ao entrarem no recinto, recebiam uma folha de papel com as imagens dos quadros expostos. Ali eles deviam circular as obras que mais gostaram e riscar com “X” as que não gostaram. Meu filho mais velho, que tende muito mais para exatas, gastou somente uns rápidos minutinhos nessa primeira parte. Mas as meninas se deleitaram muito mais. Sentaram, conversaram, trocaram ideias, riram; enfim, levaram mais tempo no na salinha.

Quanto todos haviam terminado, conversamos sobre as impressões de cada um e a participação deles me surpreendeu. Observaram cores, linhas e formas e deram possíveis significados e explicações para o que era retratado. Foi muito bacana.

Para mim, a atividade tinha terminado aí, mas as meninas queriam mais. Pediram casacos para voltarem ao museu vestidas apropriadamente. Quando os dois menores acordaram, as meninas levaram a tarefa deles à frente–eles deviam ver as imagens pequenas e achar o quadro correspondente na parede.

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Como se não bastasse, elas ainda queriam mais. Reconheceram algumas obras, com a de Van Gogh e de Da Vinci e começaram a me perguntar sobre as outras. Foi aí, então, que me propus a ser guia em um tour de patinete. Nesse pequeno espaço, fiz os pequenos darem voltas e voltas nos bancos em dois patinetes indo e vindo de um quadro para outro para escutarem minhas informações sobre os artistas, as histórias por detrás de algumas obras, e coisas assim. A minha filha do meio correu e imediatamente começou a escrever os nomes nos papeis, por exemplo “van koki”.

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No dia seguinte, demos molduras de lentilhas e macarrão para duas das obras que eles mais gostaram.

Jogar dominó

Nem sempre dá para bolar atividades diferentes ou confeccionar algum material novo. Nessas horas busco o que já tenho (às vezes esquecido) para entreter meus pequenos.  Um bom exemplo é jogo de dominó.

Brincamos de formas diferentes. Umas vezes só unidos as pontas de mesmo número, outras vezes somando as extremidades de forma que faz-se pontos quando se obtém múltiplos de 5, ou simplesmente num jogo de velocidade ou como tijolos ou para derrubá-los em sequência. Na minha experiência, todas essas variações divertem as crianças. E ainda pode-se ensinar um pouco de matemática (números, adição e multiplicação, principalmente).

Dominó para mim é um coringa.

Verificando se consegue fazer algum ponto

Verificando se consegue fazer algum ponto

Pequeno acha uma peça igual: "não tem nada aqui"

Pequeno acha uma peça igual: “não tem nada aqui”

Rolo compressor

No intervalo e no final dessas últimas atividades que realizamos no tapete de E.V.A., ainda deu tempo para mais uma brincadeira: rolo-compressor, ensinada pelo tio engenheiro.

As crianças deitam no tapete bem retinhos e bem juntinhos uns dos outros e um que está numa das pontas sobe por cima do que está ao lado e vai rolando por cima de todos até chegar ao outro extremo da fila. E todos vão gritando: Lá vem o rolo compressooooor!

Tapete humano

Rola muitas cócegas, risos e gritinhos. Não raro um acaba saindo da rota e rolando pro chão. É muito divertido.

Claro que quanto mais criança, melhor, mas não subestime a brincadeira em par. Eu já brinquei assim e também é muito legal.

Nota: os maiores e mais pesados precisam estar atentos para apoiarem seus pés e mãos no chão e não nos corpos dos outros para não machucar os menores.

Esportes olímpicos

Vou aproveitar o clima das Olimpíadas no Rio para publicar meu primeiro post de retorno. A brincadeira não foi exatamente planejada, veio mais como uma variação. Ela é super-simples, não precisa de nada mais além de uma lista de esportes olímpicos.  para meus filhos lembrarem dos jogos e dos esportes. Eu a escolhi porque superou minhas expectativas.

Estátua!

O joguinho consistia em imitarem movimentos de atletas de diversos esportes olímpicos como se fossem estátuas gregas, com posições precisas e músculos rijos.

Um saca, outro recebe e outro bloqueia

Vôlei – um saca, outro recebe e outro bloqueia

Barco lotado!!!!

Remo – barco lotado!!!!

Teoria x Prática

Deixei-os livres para escolherem as poses e, uma vez parados, eu falava algo sobre o esporte ou os atletas ou a hipotética partida com uma voz diferente, como se eu fosse um comentarista. Eles riam tanto ao me escutar falando diferente–super-rápido, grosso, fino, ofegante, gritando, etc–que mal conseguiam se manter as poses… 🙂

Adoraram ser espadachins

Esgrima – adoraram ser espadachins

Um na posição de largada, outro já correndo, e uma espertinha já rasgando a linha de chegada!

Atletismo – um na largada, outro já correndo, e uma espertinha já rasgando a linha de chegada!

Brincadeiras para o Dia das Crianças

Dia das crianças

O dia das crianças se aproxima e resolvi antecipar as comemorações publicando esse post especial. Aqui vão com 5 passatempos super-legais, simples e  baratos. Talvez você já os conheça, mas não os subestimem, pois são garantias de boa diversão. Para cada atividade, dou sugestões de faixas etárias e procedimentos baseadas na minha experiência familiar. Espero que gostem!

Múmias de papel higiênico

  • Faixa etária: maiores de 4 anos
  • Material: 1 rolo de papel higiênico por criança
Múmia Hulk se revelando...

Múmia Hulk se revelando…

A brincadeira consiste em envolver a criança com voltas e voltas de papel higiênico de forma que no final ela se assemelhe a uma múmia. Aqui em casa ela agrada principalmente os mais velhos, ou seja, os de 7, 5 e 4 anos. Muitos são os atrativos para eles. Primeiro, as crianças são pegas de surpresa por poderem fazer “uso indevido” do papel higiênico. Segundo, eles ficam tão empolgados que não sabem se querem envolver ou serem envolvidos pelo papel. Mas a verdade é que no final sempre acabam fazendo os dois! Terceiro, quando se conta uma história de fundo, contextualizando a brincadeira, os pequenos entram no clima e soltam a imaginação. Nas fotos, por exemplo, as minhas encarnaram “múmias hulk”!

Múmia com raiva (???)

Múmia com raiva (???)

Bagunça com água e espuma

  • Faixa etária: acima de 1 ano (com supervisão)
  • Local: área externa
  • Material: lona plástica ou piscininha, mangueira aberta e xampu infantil
Nosso parque aquático doméstico

Nosso parque aquático doméstico

Se tem algo que criança gosta é de brincar na água, não importa o clima, o lugar, a hora ou a companhia. Como temos um excelente quintal, às vezes, num belo dia de sol, estico uma lona grande no gramado, jogo um pouco de xampu infantil (para não irritar os olhos), abro a mangueira, e deixo os pequenos à vontade. Na lona, eles rolam, rodam, escorregam, mergulham… E com a espuma eles criam perucas, caretas, comidas, neve, etc.

Sem briga: um com mangueira e outro na espuma

Sem briga: um com mangueira e outro na espuma

Caminhada em papel contact

  • Faixa etária: acima de 1 ano
  • Local: superfície lisa
  • Material: pedaço de papel contact e fita adesiva
Pequenos dançando sobre o plástico grudento

Pequenos dançando sobre o plástico grudento

Lembra da cartolina pregada no chão com fita adesiva para os pequenos desenharem? Pois então! A preparação dessa brincadeira é parecida, só que em vez de uma cartolina, estende-se no chão um pedaço (1 ou 2 metros) de papel contact com a parte grudenta virada para cima e prende-o com fita adesiva numa superfície lisa. A diversão é caminhar sobre ele desgrudando os pés e produzindo estalos a cada passo. Geralmente, o papel fica meio sujo (dependendo do estado dos pezinhos…), mas depois, quando cansam da brincadeira, ainda pode-se dar coisas para eles grudarem, como algodão, restos de lápis apontados, grão de arroz, glitter, etc.

Arte coletiva em papel contact

Arte coletiva em papel contact

Experimento: detergente no leite com corante

  • Faixa etária: acima de 3 anos
  • Material: leite integral, detergente de pia, corantes alimentícios de cores diferentes e cotonetes.
Cada um coloriu seu leite com suas cores favoritas

Cada um coloriu seu leite com suas cores favoritas

Esse experimento já deixou de ser novidade (há milhões dele na web!), mas continua fazendo sucesso entre os meus pequenos. Eis o que fazemos: colocamos o leite num prato; pingamos gotas de corantes no leite em pontos diferentes; melamos uma ponta do cotonete com o detergente; e então, cuidadosamente, encostamos essa mesma ponta do cotonete no centro do prato de leite. A reação química é impactante: as cores rapidamente se espalham em direção à borda do prato, abrindo um espaço no centro que lembra uma explosão. É show de bola.

Efeito lembrava uma cena de explosão nuclear de filmes... só que super-colorida!

Efeito lembrava uma cena de explosão nuclear de filmes… só que super-colorida!

Pista de elásticos

  • Faixa etária: maiores de 2 anos
  • Área: corredor longo (com colunas é melhor)
  • Material: metros de elástico (e objetos pesados)
Os maiores apostaram corrida de obstáculos

Os maiores apostaram corrida de obstáculos

A primeira vez que fiz essa atividade foi duas semanas atrás. Estiquei o elástico fazendo zigue-zague num corredor. Usei colunas e objetos pesados (estante e botija de gás) para prender o elástico em alturas diversas. Todos os pequenos participaram, mas com brincadeiras diferentes. Os mais velhos apostaram corrida pisando nos elásticos e depois passando por cima deles. Já os menores gostaram de passar por debaixo dos fios, rolando como um rolo compressor ou desviando de raios-lasers que protegiam algo valiosíssimo. Para garantir a segurança dos menores, aconselho posicionar o elástico bem abaixo da linha do pescoço das crianças.

Os menores preferiram desviar de lasers

Os menores preferiram desviar de lasers


 

Gostou das brincadeiras? Consegue imaginar sua(s) criança(s) fazendo alguma delas numa tarde de pura diversão com os primos ou amiguinhos? Eu ficaria muito feliz de saber como foi sua experiência.