Leitura de mapa da vizinhança

Da interpretação de plantas da casa, seguimos para desenhos da nossa rua, até chegarmos ao mapa da vizinhança, ou seja, do conjunto onde moramos e arredores.

Meu filho já havia feito os exercícios do livro sobre os elementos que geralmente compõem uma vizinhança (eg. ruas e avenidas, praças, padaria, supermercado, restaurante, posto de gasolina, etc). Como a maioria das atividades eram baseadas em lugares fictícios, resolvi explorar o assunto dentro da realidade dele e com fotos de satélites, em vez de ilustrações.

Checklist e imagem de satélite tirada do Google Maps

Checklist e imagem de satélite tirada do Google Maps

Elaborei uma lista com 15 possíveis coisas que poderiam compor nossa vizinhança e pedi para que ele marcasse aquelas que ele visse durante um passeio. A voltinha de carro foi pelas ruas e avenidas próximas à nossa casa durante o dia e levou mais ou menos 10 minutos. Alguns itens ele já sabia e marcou antes mesmo de sairmos de casa. Outros ele marcou durante o passeio e uns dois somente ao regressarmos, pois ele não tinha certeza.

Dias depois, relembramos o passeio oralmente. Conversamos sobre o que ele tinha vista, se foi longo, e indaguei sobre o percurso que havíamos feito. “Quando chegamos na avenida principal, viramos à direita ou à esquerda?” e outras perguntas similares. Repassamos brevemente esse itinerário e então mostrei uma imagem de satélite. Achamos e marcamos nossa casa e pedi para ele traçar no pequeno mapa o caminho que havíamos feito. Apesar do percurso ser bem simples — basicamente uma elipse –, meu pequeno precisou de uma ajudinha. Totalmente compreensível, uma vez que ele nunca tinha estudado um mapa, muito menos uma imagem de satélite. Mas a intenção não era ele dominar a leitura de mapas e fotos, mas se familiarizar com esses recursos e saber que são úteis. Nesse ponto, penso ter atingido o objetivo.

Para concluir o assunto, eu assinalei alguns prédios nessa mesma foto e pedi para que ele os identificasse. Indiretamente, ajudei-o na localização e reconhecimento dos lugares fazendo perguntas do tipo “Se aqui está nossa casa, que prédio grande é esse à direita com estacionamento tão vasto? Você lembra de ter visto algo assim?” Com essas referências ele pode se guiar melhor no mapa. Interessante foi acompanhar o raciocínio dele. Baixinho, falando para si mesmo, ele ia desvendando o mapa e percebendo os detalhes. Foi bem legal!