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Encontros vocálicos deslizantes

Eu e minha filha de 4 anos temos passado bons e divertidos momentos recapitulando as vogaisNossa última atividade foi inspirada num post do site Toddler Approved. Um blog legal, de uma mãe que adora elaborar passatempos para seus filhos de 1-6 anos. As atividades sugeridas, no entanto, são, na sua grande maioria, focadas nas letras do alfabeto e em outros assuntos muito elementares.

Primeiro deslizando vogais

Primeiro deslizando A, E, I, O, U, não necessariamente nessa ordem.

Arrastão

A atividade original consistia em deslizar com os pés as letras que formavam o nome da criança para dentro de uma área delimitada no chão com fita adesiva colorida. Como nosso interesse era relembrar as vogais e praticar encontros vocálicos, fizemos algumas alterações. Num primeiro momento, pedi para minha pequena arrastar para dentro do quadrado as vogais que eu chamava. Havia pelos menos 3 cópias da cada vogal ao redor do quadrado, então não foi uma tarefa difícil.

Depois, deslizando palavrinhas

Depois, deslizando OI, EU, AI, etc com os 2 pezinhos.

Como ela já sabe bem as vogais, eu não queria correr o risco dela achar a tarefa tediosa. Busquei, então, dar uma animada variando nas instruções de como arrastar as letras – ora devagar, ora rapidamente; com longos deslizes, outros curtos; arrastar a que está mais distante do quadrado, depois a mais próxima, etc. Após alguns minutos reforçando as vogais dessa forma, partimos para as palavrinhas que surgem dos seus encontros: OI, EI, AI, EU, etc. Nesse caso, minha filha precisava arrastar as letras com seus dois pés. Isso trouxe certa dificuldade, pois às vezes a letrinha de um pé empacava enquanto a outra deslizava facilmente. Algo inesperado, mas descontraído!

Vogais nos nomes das bonecas

A minha princesa que acabou de completar 4 aninhos está revisando as vogais antes de começar a aprender o alfabeto.

Tinha Alice, Adriana, Amélia, Andréa e Aline. Batman virou Afonso e Homem-Aranha virou Alex.

Tinha Alice, Adriana, Amélia, Andréa e Aline. Batman virou Afonso e Homem-Aranha virou Alex.

Qual o seu nome, bebê?

Uma forma interessante de apresentar e reforçar uma letra, no caso a letra A, foi dar nomes às bonecas que iniciassem com A e confeccionar crachás para que todos os irmãozinhos e coleguinhas pudessem aprender seus nomes e identificá-las.

Eu escrevi cada nome num pedacinho de papel destacando a letra inicial de vermelho e li cada nome para a pequena. Minha filha se encarregou de furar os crachás, passar o barbante, escolher as(os) bonecas(os) e decidir os nomes que cada um receberia. No final, ainda exercitamos a memória repassando os nomes em ordem. Ela amou todo o processo.

 

 

Alfabeto destacando sílabas em palavras

Ano passado apresentamos o alfabeto* em letras de forma para nossa filha. Para esse ano planejamos reapresentar o alfabeto em letra cursiva e acrescentar o cedilha, dígrafos e todo o restante. No tempo de transição, passamos algumas semanas revisando o aprendido antes de iniciarmos a cursiva.

Cartaz de frutas e adesivos com seus nomes: sílabas destacadas

Cartaz de frutas e adesivos com seus nomes: sílabas destacadas

Uma das atividades de revisão, foi o Cartaz de Frutas. Começamos conversando sobre as frutas: nomeamos, descrevemos sabores, expressamos gostos, etc. Então, mostrei uma lista com os nomes das frutas em pequenos recortes de adesivo, onde uma sílaba estava destacada de vermelho. Pedi para a minha pequena escolher uma palavra, ler em voz alta, identificar a fruta e colar o adesivo em cima da fruta correspondente.

Pequena lendo 'abacaxi'...

Pequena lendo ‘abacaxi’…

Minha intenção ao destacar uma sílaba era dar uma pista, observar sua agilidade de raciocínio, e, ao término, relembrá-la do tanto que ela já sabia. Se em ‘abacaxi’ ressaltei o ‘xi’, depois repassávamos o ‘xa, xe, xo, xu’ pensando em outras palavras.

...para colar em cima da figura certa. Ponto para ela!

…para colar em cima da figura certa. Ponto para ela!

*Para terminar, gostaria de esclarecer algo: quando digo ‘o alfabeto’, quero, na verdade, dizer ‘as sílabas’, pois não ensinamos “b+a”, mas simplesmente “ba”.

Consoantes com copos descartáveis

Como comentei no post anterior, o nosso estudo do alfabeto também incluiu uma atividade que associava grafia à pronúncia das letras (e não ao seus nomes). É bem divertida!

Copos espalhados no chão prontos para serem pisoteados

Copos com as letras do alfabeto espalhados no chão prontos para serem pisoteados

Peguei um copo descartável para cada consoante do alfabelo (por enquanto, não incluo k, w, e y) e escrevi no fundo de cada copo uma consoante. Depois, os espalhei pelo chão emborcados, de modo que as letras ficassem à mostra. Chamei minha pequena aprendiz e avisei que eu faria um som e que ela deveria pisar o copo que tivesse a letra representativa daquele som. Essa ênfase na relação som-grafia ajuda na distinção de letras com pronúncias semelhantes e que comumente causam confusão, como p/b, t/d, m/n, f/v, j/x, s/z.

Ao sinal do som sibilante da letra "s", minha filha a amassa com uma pisada certeira.

Ao sinal do som sibilante da letra “s”, minha filha amassa o copo com uma pisada certeira.

Minha pequena a-do-rou! Começou pisando firme, porém logo passou a se jogar em cima dos copos esmagando-os com saltos a la kung fu. Não demorou muito e seus irmãos apareceram para “brincar” também. Penso que dado um bom intervalo, essa atividade sempre diverte. Já fizemos essa brincadeira para aprender os números, tanto em português como em inglês.

Para os próximos posts, buscarei descrever atividades de outras disciplinas.

Vogais e consoantes com murais

Minha pequena de 3 anos está terminando de estudar as vogais e começando encontros vocálicos. Já a de 5 anos está revendo o alfabeto, pois agora aprenderá a escrita cursiva. Para reforçar o conteúdo ministrado e animá-las a continuar empenhadas, fi-las preencher murais com mini flash cards de figuras.

Mural com o alfabeto

Mural com o alfabeto

"Jacaré" vai no J!

JACARÉ” vai no J!

Sílaba inicial destacada no verso da figura.

Em “dez”, enfatizei D+E para reforçar a noção básica de sílaba (consoante+vogal).

A mais velha enchia os saquinhos de letras do seu mural com os cartõezinhos a cada 5 consoantes estudadas, sempre começando pelo A. Cada cartãozinho tinha uma figura e seu nome escrito no verso com a sílaba inicial em destaque. A atividade se baseava em colocar um montante desses flash cards em seus devidos lugares. Ela deveria ver a figura, nomeá-la, identificar a letra/sílaba inicial e então colocá-la no seu espaço no mural. Caso tivesse dúvidas, ela podia recorrer à escrita no verso.

Minha flor escrevendo as vogais iniciais de  "urubu, elefante, onça, iguana, etc"

Minha flor escrevendo as vogais iniciais de “urubu, elefante, onça, iguana, etc”

Já a menor de 3 anos, preencheu seu mural de vogais somente quando terminou de estudar as cinco. Dei vários cartõezinhos de animais com seus nomes sem a vogal inicial e fi-la completá-los antes de sair distribuindo-os.

Essas atividades focaram na associação do nome da letra com sua grafia. No próximo post, mostrarei uma outra que cria conexões entre grafia e som (pronúncia).

Depois de completar "Avestruz", minha flor coloca o flash card no seu lugarzinho.

Depois de completar “Avestruz”, minha flor coloca o flash card no seu lugarzinho.

Ganhamos os murais da minha mãe, que passou a valorizar e a contribuir com ideias e recursos para nosso estudo.