Arquivo da tag: imaginação

Regras de trânsito usando mapa

Chegamos na unidade sobre as regras de trânsito e percebi que o assunto é um dos mais longos – são páginas e páginas nos livros das crianças dedicadas ao tema. E como não poderia deixar de ser, eu também quis elaborar uns exercícios. Selecionei o “mapa interativo”.

Aproveitei um mapa que tínhamos usado numa atividade de inglês

Aproveitei um mapa que tínhamos usado numa atividade de inglês

Sentados no chão

Eu já tinha tudo o que precisava em casa: um mapa bem simples que havia desenhado semanas antes para uma atividade de inglês e plaquinhas de trânsito de um kit polícia/bombeiro. Juntei tudo, chamei meus pequenos e pronto! Pedi às crianças que posicionassem as placas no mapa e explicassem suas razões. Lentamente, eles iam escolhendo as placas, lembrando seus significados e decidindo lugares para elas.

Pequenos posicionando semáforo e placas no mapa.

Pequenos posicionando semáforo e placas no mapa.

E se tem algo que não falta a nenhuma criança é imaginação. De repente, meu filho pegou uma caneta e criou um buraco na rua Pedro I, colocou placas de aviso e redirecionou o trânsito naquela rua. Ele se achava o próprio guarda! Pode?

No meio do caminho tinha um buraco. Ou era uma pedra?

“No meio do caminho tinha um buraco,” falou meu filho. Mas não era uma pedra?

Observação é primordial no trânsito

Minha menina, que já é mais observadora, percebeu que as ruas não estavam devidamente sinalizadas e também pegou uma caneta e desenhou faixas nas ruas, inclusive uma para pedestres na R. Música Show para facilitar o acesso à praça. Aliás, foram eles que escolheram os nomes das ruas! Tinha a Av. Parafuso Torto, R. Machado Quebrado, R. Vírus Anti-Ebola e a R. Guerreiro Gagueja, para citar as mais ‘criativas’.

Minha pequena lembrou que também há sinalização desenhada nas ruas

Minha pequena lembrou que também há sinalização desenhada nas ruas

No próximo post, vou mostrar o exame de direção! Não perca.

Quem fala o quê

Na unidade sobre imaginação do livro de composição de textos do meu filho, nos deparamos com um texto escrito por uma menina de 11 anos que se colocava no lugar de sua mãe e descrevia sua rotina e opiniões. Logo me veio à mente a expressão inglesa ‘be in someone’s shoes’. Literalmente, a expressão significa ‘estar nos sapatos de outrem’, ou seja, se colocar na lugar de outra pessoa quando na resolução de um problema ou numa tomada de decisões, por exemplo. Com ela na cabeça, pensei na seguinte brincadeira.

Pares de sapatos a postos!

Pares de sapatos a postos!

Arrumei vários pares de sapatos de todos os membros da família no chão e expliquei a referida expressão. Então, pedi para que as crianças calçassem o par de sapatos de quem costuma repetir certas frases em circunstâncias comuns da nossa vida familiar. Por exemplo, dentro da situação-contexto “Você derrubou o copo de suco na hora do almoço”, perguntei para minha filha quem costuma proferir ‘Atenção! Não viu o copo na sua frente?’ e ela rapidamente calçou os sapatos do pai. Para meu filho perguntei quem normalmente avisa ‘Ish! Mamãe vai ficar chateada.’ e ele prontamente vestiu as chinelas da irmã.

Pequena nos sapatos do pai

Pequena nos sapatos do pai

Pequena se sentindo como a própria mãe!

Pequena se sentindo como a própria mãe!

Seguimos nessa dinâmica por um tempo, com mais 4 situações. Eu dava o contexto e as frases, e eles calçavam os sapatos do provável dono da exclamação. Depois, variamos um pouco a brincadeira: agora, eles começaram escolhendo um par de sapatos qualquer; em seguida, eu dava novas situações, como a preparação para uma saída ou durante o percurso de carro para a igreja; e então, eles (e não mais eu) surgiam com as frases que geralmente saem dos lábios dos donos dos sapatos que vestiam.

Trocando de sapatos...

Trocando de sapatos…

Eis um exemplo. As crianças se calçaram e eu dei a seguinte situação: “Papai chegou, mas está sem a chave de casa.” Aquele que vestia os sapatos do pai logo falou “Ôô de casa!”. Depois, a que vestia meus sapatos falou “Já vai, amor!”. Veio outra, a que vestia o par de sapatos do mais velho, e falou “Não tô achando as chaves.” E, finalmente, a que tinha escolhido o par de sapatos do de 1 ano e meio falou “Pa-pai. Pa-pai.” Nessa hora, todos riram, é claro.

...e de identidades!

…e de identidades!

Daí, meu filho e eu seguimos para o texto do livro e ele, sem a menor dificuldade, compreendeu que aquelas linhas não tinham sido escritas pela mãe, mas pela filha se passando por sua mãe.