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Passagem do tempo – observando sombras

Na minha opinião, é fundamental tornar o abstrato em algo concreto sempre que possível para facilitar a compreensão das crianças. Pelo que tenho observado, os livros didáticos atuais têm seguindo essa linha propondo formas de concretização e experimentação de conceitos através dos sentidos, como a observação e a manipulação. Obviamente, isso não quer dizer que as atividades cheguem a ser realizadas. Mas nós aqui em casa adoramos experimentos!

Sem sombra às 12:15

Sem sombra às 12:15

Durante nosso estudo sobre o tempo, por exemplo, nos deparamos com 3 sugestões de experimentos nos livros de Ciências e História. As atividades sugeriam a observação e o registro da passagem do tempo como preparação para a apresentação dos conceitos de ‘dia’, ‘semana’ e o ‘calendário’. Uma delas era a análise das posições e tamanhos da sombra de uma estaca na vertical, como um obelisco.

Sombra às 14:30

Sombra às 14:30

Lemos um pequeno texto contido no livro sobre formas antigas de medir o tempo e então partimos para a prática.

Usamos uma parte da Torre de Hanoi* para servir de obelisco e o colocamos exposto ao sol. Por 3 vezes – ao meio-dia, no meio da tarde e no final da tarde – visitamos o objeto e anotamos o horário e registramos em foto a sombra resultante. Após a coleta, analisamos as imagens e conversamos sobre esse método de analisar a passagem do tempo: Melhor para dia ou semana? Sempre possível usá-lo? Para uso pessoal, como nossos relógios?

Longa sombra no final da tarde

Longa sombra no final da tarde


Torre de Hanói é um brinquedo de lógica. Para ler a respeito e ver imagem, clique aqui.

Esse post não é marketing, tampouco é um serviço remunerado. Aqui expresso minhas opiniões pessoais a respeito de recursos que eu e meus filhos usamos durante o tempo de estudo deles em casa com o intuito único de compartilhar experiências. 

Horas analógicas e digitais

A leitura das horas realmente não é algo fácil para as crianças. Exige bastante prática. Meu filho está revendo o assunto em Matemática e minha filha o verá em Ciências ao tratar sobre a passagem do tempo.

Meu filhão posicionando os ponteiros

Meu filhão posicionando os ponteiros

Começamos pelo básico: mostrei a hora em relógio digital (E.g.: 6:25) e depois num relógio analógico. Para isso, usamos um relógio de brinquedo, sempre explicando como se usava os ponteiros e como se lia as horas e os minutos, especialmente quando se refere à próxima hora (E.g.: 7:50, dez para as oito).

Meu filho levou alguns bons minutos para entender que quando o ponteiro maior estiver no 8, 9, 10 ou 11, é muito comum fazermos referência à próxima hora e não à hora corrente. Percebi que essa forma torna-se ainda mais difícil em relógios digitais, pois eles não dispõem das pistas visuais dos analógicos, mas contam unicamente com a nossa memória.

Meu filhão desligando o alarme e lendo a hora

Meu filhão desligando o alarme e lendo a hora

Para exercitar essa forma de leitura, bolei a seguinte atividade. Coloquei o despertador do celular para tocar várias vezes ao longo de uma tarde: 14:30, 15:15, 16:50, 17:45 e 18:40 e o escondi (em lugares bem fáceis e audíveis). Toda vez que o alarme tocava, ele deveria achar o aparelho, desligá-lo e me dizer que horas eram usando a forma de referência à próxima hora sempre que possível. Foi um barato!