Uma interessante maneira de apresentar um novo tópico gramatical ou vocabulário ou qualquer tema para estudo, especialmente de um idioma, é usando poemas. Obviamente, é necessário encontrar um poema que contenha o que você pretende abordar, seja na escrita ou na ideia. Eu particularmente gosto e incentivo a leitura e sempre que posso introduzo um texto nas atividades.

Recentemente, usei três poemas de Cecília Meireles, tirados do livro Ou Isto ou Aquilo (referência no final), para apresentar, ou melhor, reforçar os dígrafos CH, NH e LH para meu filho de 7 anos.

No primeiro poema, removi o título Bolhas e partindo da figura perguntei o que menino fazia. Ele rapidamente respondeu bolhas e pedi para que escrevesse como título. Ao escrever, meu pequeno confundiu a posição do L e do H, corrigimos e demos início à leitura do texto. Eu li tudo, ele alguns versos.

Após a leitura, checamos significados de palavras e a compreensão geral do que o texto sugeria. Então, fiz ele perceber que som se repetia continuamente ao longo do poema. Ele percebeu, mais pela escrita que necessariamente pelo som. Então, pedi para que ele destacasse com marcadores todas as palavras que ele encontrasse com o dígrafo de bolhas. Contamos quantas palavras ele encontrou e ele as leu novamente. Então, pedi para que escolhesse 5 e as copiasse no caderno.

Com o segundo poema, mudei levemente o início. Perguntei pelo significado da palavra Enchente, que dá título ao poema. Em seguida, perguntei o que causava a enchente e ele conseguiu responder e escrever chuva. Ele também conseguiu perceber que o dígrafo CH estava presente em ambas as palavras. Daí, continuamos com a mesma abordagem do texto anterior: lemos, verificamos palavras desconhecidas, destacamos as palavras com o dígrafo, contamos, repetimos e ele finalizou copiando 5 no caderno.

Basicamente, segui a mesma abordagem com o terceiro poema – O sonho e a fronha, para trabalhar o dígrafo NH. O ponta-pé inicial foi perguntar qual das palavras do título a figura ilustrava: se sonho ou fronha. Logo, demos continuidade com a abordagem já descrita acima.

Vale ressaltar que ele não cansou. Acreditem se quiser, mas o marcador foi o grande lance da atividade. Ele gostou muuuuuito de usar diferentes cores para destacar os dígrafos. Outra coisa é que no dia seguinte ele reviu as palavras e fizemos um ditado. Minha intenção é fazer uma nova revisão daqui a um tempo para verificar o quanto ele reteve desses dígrafos. Para terminar, estou usando outro poema do mesmo livro para trabalhar Ç com a minha outra filha.

Referência: 
Meireles, Cecília. Ou isto ou aquilo. 7ª Ed. Global Editora. São Paulo. 2012

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